Sobre este episódio
O Mundo Offshore dedicou seu episódio mais recente à SAMOG 2027, a feira do
petróleo e gás em terra que acontece nos dias 3 e 4 de março de 2027, em São Mateus.
Para falar do evento, o podcast recebeu três nomes que ajudam a construí-lo: Rafaele Cé,
presidente da Rede Petro ES, organizadora da feira; Felipe Alfaia, da FAC Engenharia, que
vai expor pelo segundo ano; e Diogo Poloni, da Foco Ambiente, ex-patrocinador e parceiro
na organização.
São Mateus: o berço do petróleo capixaba volta aos holofotes
São Mateus, no norte do estado, é onde nasceu a produção de petróleo do Espírito Santo e
concentra a maior atividade em terra. Segundo Rafaele Cé, o município projeta cerca de
R$ 1,1 bilhão em investimentos nos próximos anos.
O movimento vai além do óleo e gás. Estão previstas duas usinas termelétricas vindas do
leilão de energia, e a Marcopolo amplia sua fábrica na região. A Seacrest segue como
principal operadora local, e a NBS, primeira operadora 100% mateense, começou a
produzir há menos de um mês.
Para os convidados, investimentos feitos em terra fazem a economia local girar mais do
que projetos offshore, cujos equipamentos muitas vezes são construídos fora do estado.
Rede Petro ES: 183 empresas e muito negócio entre elas
A Rede Petro ES, organizadora da SAMOG, reúne hoje 183 empresas associadas, que
somam 42 mil funcionários e R$ 15,8 bilhões de faturamento anual. Segundo Diogo Poloni, o
perfil mudou desde 2018: além de pequenas e médias, entram cada vez mais empresas
grandes e bem estruturadas.
Os convidados destacaram que boa parte dos negócios acontece dentro da própria rede,
por indicação entre associados. Na Rio Oil & Gas deste ano, várias empresas capixabas
expuseram, e a Rede Petro ES foi reconhecida nos corredores como referência do estado.
SAMOG 2027: São Mateus se prepara para a feira do onshore capixaba
Page 1 of 3Gás natural e biometano no centro da pauta
A edição de 2027 vai dar destaque ao gás natural, ao biometano e às termelétricas. Um
exemplo citado foi o da ES Gás, que começa a levar gás aos secadores de café,
substituindo a lenha e melhorando a qualidade do grão.
O biometano também ganhou espaço na conversa. Os convidados lembraram que o setor
sucroalcooleiro já usa o combustível em termelétricas e que granjas da região, como as de
Santa Maria de Jetibá, começam a enxergar potencial nos dejetos. Ônibus movidos a
biometano também foram apontados como alternativa mais barata que os elétricos.
▶ Quer ouvir essa conversa na íntegra? Assista ao episódio completo no YouTube do
Mundo Offshore

